85 casos de Oropouche todo dia no ES

Tyago Hoffmann, secretário da Saúde, disse que nas duas últimas semanas houve redução de 19% dos casos

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Arquivo/AT

O Espírito Santo já registra 608 casos de febre do Oropouche por semana. São, ao todo, 4.869 casos neste ano, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na tarde de ontem. Em média, são registrados 85 casos por dia.Em todo ano passado, o Espírito Santo teve 5.256 casos da doença. Ainda assim, segundo o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, nas duas últimas semanas houve redução de 19% dos casos, quando comparados ao período anterior.Porém, sete municípios do Estado concentram 50% dos casos da febre do Oropouche, com alta incidência nas últimas semanas. São eles: Muniz Freire, Afonso Cláudio, Pancas, São Roque do Canaã, Colatina, Santa Teresa e Domingos Martins.Em relação à dengue, o Espírito Santo apresentou, até ontem, 39.332 casos notificados, 20.881 casos prováveis, 7.481 casos confirmados e 165 casos graves.“Dos casos graves, todos eles são de pessoas com mais de 50 anos e, sem exceção, em pessoas hipertensas”, destacou Tyago.Apenas na semana epidemiológica 8, foram 2.066 casos notificados, 1.922 casos prováveis, 388 casos confirmados e 15 graves.“Na última semana, o Espírito Santo apresentou tendência de queda nos casos de dengue. Uma redução de 23% quando comparada com a semana anterior. Em relação a 2024, temos uma queda de 19% dos casos”.“Estamos tendo mais notificações, o que é bom, pois significa que as pessoas estão procurando as unidades de saúde, mas tivemos uma redução de 66% dos casos graves e com sinais de alarme”, apontou o secretário.CirculaçãoNa semana passada, o Espírito Santo registrou o primeiro caso de dengue tipo 3, sorotipo em que a circulação não era registrada há 10 anos no Estado.“É um caso de transmissão local, ou seja, não é um caso de importação e nos cria um sinal de alerta, já que esse sorotipo não circulava aqui há mais de 10 anos. Isso significa que a nossa população tem baixa ou nenhuma imunidade a esse tipo. Se ele circular com mais força, poderemos ter ampliação dos casos”, ressaltou Hoffmann.Fique por dentroMaruim transmite a doençaFebre do Oropouche4.869 casos da doença já foram registrados no Estado este ano.São 608 casos por semana.85 casos por dia.Em 2024 foram 5.256 casos totais da febre do Oropouche.TransmissãoA transmissão do Oropouche é feita, principalmente, pela picada de um inseto chamado Culicoides paraensis, popularmente conhecido como “maruim” ou “mosquito-pólvora”, a depender da região. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias e, quando esse inseto pica uma pessoa saudável, pode transmitir o vírus.PrevençãoA Sesa orienta o uso de roupas de manga longa, calça comprida e sapatos fechados como forma de evitar a picada do maruim. Além disso, se houver infestação próximo de casa, é indicado fechar as janelas no horário de pico do vetor.É recomendável também recolhimento de folhas e frutos que caem no solo e o uso de telas de malha fina em portas e janelas.SintomasOs primeiros sintomas aparecem entre 3 e 8 dias após a picada do inseto, podendo durar de 2 a 7 dias. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya, com quadro clínico podendo evoluir com febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor articular. É importante que a população procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

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