Sindicato critica prefeitura por descontar salários de manifestantes em Lucas e não descarta medidas judiciais

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) lançou uma nota de repúdio após a prefeitura descontar os salários dos profissionais da educação que participaram de uma paralisação em 24 de fevereiro. O ato ocorreu durante mobilização dos servidores por reajuste de salários e outras pautas.

O Sintep alega que a paralisação foi um “exercício legítimo” do direito de greve, “em busca de melhores condições de trabalho e valorização da categoria”. Destacou ainda que a manifestação “pode gerar a necessidade de reposição de aulas, porém, não pode gerar desconto salarial”.

O sindicato também informou que iniciou que tratativas com o Poder Executivo para que os profissionais recebam o dia descontado. “Caso as tratativas se mostrem infrutíferas, o sindicato não hesitará em buscar as medidas judiciais cabíveis para garantir os direitos dos trabalhadores”.

No mês passado, conforme Só Notícias já informou, a prefeitura de Lucas do Rio Verde determinou a suspensão imediata dos pagamentos e premiações vinculados ao Prêmio Escola que Transforma. O programa foi instituído pela Lei Municipal nº 3564/2023 para premiar os professores destaques da rede municipal de ensino.

Segundo a prefeitura, a medida foi tomada após a denúncia apresentada pelo Sintep, subsede de Lucas do Rio Verde, durante assembleia realizada em 28 de fevereiro de 2025, sobre uma possível manipulação de notas e frequência para elevar indevidamente os resultados do IDEB. Segundo o sindicato, documentos comprobatórios foram encaminhados ao Ministério Público.

“Diante disso, administração determinou que a Secretaria Municipal de Educação suspenda todos os pagamentos e repasses do prêmio até a conclusão das apurações e colabore integralmente com as investigações, garantindo transparência e fornecendo todas as informações necessárias”, disse a prefeitura, na nota.

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