Candidatos à presidência da Federação de Futebol disputam salário de R$ 215 mil

Com eleições marcadas para a próxima terça-feira, 8 de abril, os candidatos à presidência da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) disputam um salário de R$ 215 mil, valor pago pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aos presidentes das federações estaduais. Levantamento da revista Piauí aponta que, durante a gestão de Ednaldo Rodrigues — recentemente reeleito presidente da CBF —, houve um aumento de quase 200% no repasse aos dirigentes das federações, que saltou de R$ 50 mil mensais em 2021 para os atuais R$ 215 mil, com direito ao chamado “décimo sexto salário”. Ao todo, seis candidatos estão homologados e aptos a participar da eleição, conforme resolução publicada pela FFMS. São eles: Américo Ferreira da Silva Neto, presidente fundador do Novo Futebol Clube; André Delgado Baird, presidente do Costa Rica Esporte Clube; Antônio Vieira Cesário da Cunha, ex-presidente do Operário; Estevão Antônio Petrallas, atual presidente interino da FFMS; Marco Antônio de Araújo, presidente do Dourados; e Paulo Sérgio Teles, ex-presidente do Cene. Petrallas, que assumiu interinamente o comando da federação, declarou apoio à reeleição de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, realizada em março deste ano. “Esse apoio não foi apenas um voto, mas uma afirmação da continuidade de um trabalho que tem sido fundamental para o fortalecimento do nosso esporte”, afirmou. Ainda em nota, Petrallas disse que Ednaldo “não representa apenas a CBF, mas o futuro do futebol nacional, com mais inclusão, mais respeito e mais oportunidades”. O dirigente ocupa o cargo desde o afastamento e prisão de Francisco Cesário de Oliveira, então presidente da FFMS, alvo da Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em 2023. Ele é investigado por corrupção. No dia 12 de março, o ex-jogador e pentacampeão mundial Ronaldo anunciou em suas redes sociais a retirada da candidatura à presidência da CBF. Segundo ele, as federações estaduais se recusaram a recebê-lo para discutir propostas para o futebol brasileiro, por já apoiarem a reeleição de Ednaldo Rodrigues. “No meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, escreveu. Ronaldo ainda afirmou que o peso do voto das federações estaduais é maior que o dos demais eleitores. No dia 24 de março, Ednaldo foi confirmado como presidente da CBF até março de 2030, com apoio unânime das 27 federações estaduais e dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Ao todo, 51 filiados estão aptos a votar na Assembleia Geral Extraordinária da FFMS, que elegerá o próximo presidente da entidade. A eleição será realizada às 10h30, em primeira convocação, e às 11h, em segunda convocação, no Grand Park Hotel, em Campo Grande. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas  redes sociais .
Adicionar aos favoritos o Link permanente.